Devo vacinar meu filho?

Em 1998, foi publicado um artigo na revista Lancet, associando autismo à vacina tríplice viral (rubéola, caxumba e sarampo). Pronto! Foi o suficiente para o movimento antivacinas tomar força e os pais deixarem de vacinar seus filhos.

Alguns anos depois, foi descoberto que o autor do artigo recebia dinheiro das indenizações de processos por danos vacinais e mais, os dados do artigo eram falsos! A revista retirou o artigo de circulação e pediu desculpas, mesmo assim, milhares de pessoas não foram vacinadas. Então, vamos aos fatos:

As vacinas são uma das maiores conquistas da medicina. Com elas, conseguimos erradicar diversas doenças que matavam e sequelavam as populações. Sarampo, poliomielite, difteria, rubéola eram doenças comuns e hoje não são mais vistas graças ao calendário vacinal do Ministério da Saúde.

Como a vacina funciona? A vacina é feita com uma pequena quantidade de antígeno. Esse antígeno entra no corpo e provoca uma reação no sistema imunológico, formando anticorpos específicos para aquele agente invasor. Quando houver contato por aquele agente, o corpo já tem os anticorpos preparados para combater aquela infecção. Resumindo, a vacina ensina nosso sistema imune a vencer a batalha contra a infecção.

Aproveitando, que tal falarmos um pouco da vacina da gripe?

A gripe é doença viral, que se apresenta de forma sazonal (alguns meses do ano). Pode variar de sintomas leves, como febre, tosse, coriza e dor no corpo, até insuficiência respiratória grave levando ao óbito. A gravidade da gripe vai depender da agressividade do vírus, do estado imunológico do paciente e de fatores como idade (crianças e idosos apresentam formas mais graves da doença), pessoas portadoras de asma, doenças cardíacas e transplantados, que também constituem população de risco.

Existem dois tipo de vacina da gripe. A trivalente, que imuniza contra os três principais vírus (H1N1, H3N2 e um subtipo de Influenza B), a qual está disponível na rede básica, e a vacina tetravalente, disponível apenas na rede privada, a qual possui uma cepa a mais do subtipo de Influenza B.

Para evitar a gripe e também a maioria das doenças devemos, além de vacinar,

SEMPRE fazer a higiene das mãos com água e sabão ou álcool a 70%, evitar ambientes fechados com muitas pessoas, estimular o aleitamento materno e evitar a exposição ao cigarro/fumaça. A principal forma de transmissão dos vírus respiratórios é pelas mãos contaminadas!

Todas as vacinas do calendário do Ministério da Saúde estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde. Não há desculpa para não vacinar. A vacina é um direito da criança, portanto, dos pais, a obrigação de fazê-la.

Dra Luíza Ruschel Pitrez, médica pediatra, CREMERS 38517

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Dra Ruschel Pitrez atua como médica pediatra, com experiência clínica, desde 2013. 

É formada pela Universidade Luterana do Brasil e membra fundadora da Liga de Pediatria da Ulbra.

Realizou residência médica em Pediatria na Fundação Hospitalar Getúlio Vargas, passando o segundo ano de residência em período integral no Hospital da Criança Conceição.

É capacitada pelos cursos PALS (Pediatric Advanced Life Support) e Reanimação Neonatal.